Patos - PB 12 de abril de 2026

Publicidade

Presidente da Câmara, Hugo Motta classifica cargo como um dos mais desafiadores do país: “Pelo momento que estamos vivendo”

Em meio a um momento marcado por tensões e protestos de parlamentares da oposição, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), discursou na noite desta quarta-feira (06) e fez um firme apelo pela retomada da normalidade institucional. A fala ocorreu após mais de 24 horas de ocupação do plenário por deputados contrários à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e favoráveis à anistia dos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

Ao retomar seu posto na Mesa Diretora Hugo fez questão de ressaltar que o respeito à condução dos trabalhos legislativos não é negociável. “Quero começar dizendo que a nossa presença nessa noite de hoje é para garantir duas coisas: primeiro, respeito a essa mesa, que é inegociável. Segundo, para que essa Casa possa se fortalecer”, afirmou.

O presidente destacou que assume um dos papéis mais complexos do país no atual cenário político: “Nesse momento talvez estejamos ocupando uma das cadeiras mais desafiadoras do país pelo momento que estamos vivendo. Por aquilo que nos divide, pelas posições de cada um, e essa sempre foi e sempre será a Casa do debate”.

Embora não tenha citado diretamente a decisão do ministro Alexandre de Moraes (STF), que determinou a prisão de Bolsonaro, nem as sanções impostas pelos Estados Unidos ao magistrado, Hugo fez um alerta sobre a importância de preservar o regime democrático: “Tivemos um somatório de acontecimentos recentes que nos trouxeram esse sentimento de ebulição dentro da Casa. É comum? Não. Estamos vivendo tempos anormais? Também não. Mas é justamente nessa hora que não podemos negociar nossa democracia”.

Diante das críticas de omissão feitas por integrantes da oposição, o presidente da Câmara foi categórico: “Nem me distanciarei da firmeza necessária para presidir essa Casa em tempos tão desafiadores. Senhores e senhoras, não esperem nunca omissão para decidir sobre qualquer tema”.

Hugo também defendeu o direito da oposição de se manifestar, desde que o faça dentro das regras regimentais e constitucionais. “A oposição tem todo o direito de se manifestar, a oposição tem todo o direito de expressar sua vontade, mas tudo isso tem que ser feito obedecendo nosso regimento”, pontuou.

A ocupação dos plenários impediu a reabertura dos trabalhos legislativos na terça-feira (5), como previsto após o recesso parlamentar. Hugo criticou o bloqueio físico como instrumento de pressão política: “Não vamos permitir que atos como esse que aconteceram entre o dia de ontem e o dia de hoje possam ser maiores que o plenário e a vontade dessa Casa. Não estou aqui para momentaneamente agradar nenhum dos polos”.

Já projetando os desafios que o país enfrenta, especialmente com o acirramento institucional e o início do período pré-eleitoral, o presidente da Câmara reforçou a necessidade de foco em soluções coletivas: “A crise institucional, os debates que agora nos colocam em um possível conflito internacional, penso que nesta Casa mora a construção dessas soluções para o nosso país, que têm que estar sempre em primeiro lugar para não deixarmos que projetos individuais, pessoais e até eleitorais possam estar à frente”.

 

Blog do Ninja

Compartile:

Tags:

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

[the_ad_group id="46"]
Patos Metropole
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.