O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) começou a analisar oficialmente os pedidos de envio de tropas federais para as Eleições 2026 em municípios paraibanos. A atualização ocorre após as primeiras respostas positivas das Zonas Eleitorais consultadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Até o momento, três zonas eleitorais confirmaram a necessidade de reforço federal: a 6ª Zona Eleitoral, em Itabaiana; a 32ª Zona Eleitoral, em Piancó; e a 61ª Zona Eleitoral, em Bayeux.
Com a sinalização dos juízes eleitorais, os processos passam agora a tramitar sob relatoria da Presidência do TRE-PB. O juiz auxiliar da Presidência, Rodrigo Marques, explicou que o pedido ainda passará por uma série de análises antes de eventual autorização do reforço militar federal. “Não é a partir da identificação isolada do juiz eleitoral que se convoca prontamente tropas federais”, afirmou.
Segundo Rodrigo Marques, os magistrados precisam apresentar elementos concretos que indiquem risco à normalidade das eleições, fundamentando os pedidos com base no Código Eleitoral, resoluções do TSE e fatos registrados em cada município.
Após essa etapa, o TRE-PB também consulta o Governo da Paraíba, as forças de segurança estaduais e o Ministério Público Eleitoral (MPE). Caso a Corte entenda pela necessidade do reforço, o pedido é encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral, responsável por solicitar oficialmente as tropas ao Governo Federal, normalmente por meio do Ministério da Defesa.
O juiz auxiliar também destacou que o TRE-PB já mantém diálogo permanente com a Polícia Militar e a Polícia Civil da Paraíba para monitoramento e prevenção de crimes eleitorais.
Segundo ele, as articulações para o pleito deste ano já começaram e deverão ser ampliadas nos próximos meses. “Temos uma relação histórica com a Polícia Militar do Estado da Paraíba no sentido de garantir a lisura, a regularidade e a estabilidade dos pleitos eleitorais”, declarou.
Os pedidos de tropas federais foram motivados por diferentes cenários nos municípios. Em Bayeux, a Justiça Eleitoral apontou “clima de insegurança” provocado pelo avanço de facções criminosas. Em Itabaiana, o juiz eleitoral citou aumento da criminalidade e atuação de grupos armados na região.
Já em Piancó, o pedido foi fundamentado no acirramento da polarização política local e em episódios recentes envolvendo suspeitas de atentado entre adversários políticos.