Patos - PB 14 de outubro de 2026

Publicidade

Dengue já matou 14 pessoas na Paraíba, aponta levantamento da Saúde do Estado

A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB), por meio da Gerência Executiva de Vigilância em Saúde (Gevs), divulgou, nesta terça-feira (13), o Boletim Epidemiológico das Arboviroses nº 10/2026, que apresenta o cenário das doenças no estado até o dia 3 de outubro, correspondente à 39ª Semana Epidemiológica (SE) de 2026. O levantamento contabiliza 7.436 casos prováveis de arboviroses e 14 óbitos confirmados por dengue, reforçando a importância da vigilância epidemiológica e das medidas de prevenção e controle do mosquito transmissor.

De acordo com o documento, dos 7.436 casos prováveis registrados neste ano, 7.217 são de dengue, o equivalente a 97,05% do total. A chikungunya aparece com 214 casos prováveis (2,88%), enquanto a zika contabiliza cinco registros (0,07%). Até o período analisado, não houve notificações de febre do oropouche no estado.

Em relação ao mesmo período de 2025, a dengue apresentou aumento de 16,37% nos casos prováveis, passando de 6.202 para 7.217 registros. Em contrapartida, a chikungunya apresentou redução de 57,79%, passando de 507 para 214 casos. Os dados demonstram comportamentos distintos entre as doenças e apontam para a necessidade de manter o acompanhamento da circulação viral em todo o território paraibano.

No que se refere aos óbitos, foram confirmadas 14 mortes por dengue, distribuídas entre os municípios de Alagoa Nova, Bayeux, Brejo do Cruz, Camalaú, Guarabira, João Pessoa, Monteiro e Sumé, com um registro cada; Campina Grande, com dois; e São Bento, com quatro. O boletim também aponta seis óbitos em investigação, sendo três em João Pessoa e um em cada um dos municípios de Campina Grande, Mamanguape e Sapé.

A análise territorial mostra que as maiores incidências de arboviroses foram identificadas na 8ª, 11ª e 1ª Regiões de Saúde. Os casos prováveis estão distribuídos pelas três macrorregiões do estado, evidenciando a importância da atuação conjunta entre a SES-PB e os municípios para o monitoramento dos casos, a identificação de áreas de maior risco e o direcionamento das estratégias de prevenção.

A técnica responsável pela Vigilância das Arboviroses da SES, Carla Jaciara, destacou que o aumento dos casos prováveis de dengue exige atenção contínua, especialmente nas regiões que apresentam maior incidência da doença. Segundo ela, a identificação dos casos e a participação da população são fundamentais para reduzir os riscos de transmissão.

“Os dados mostram que a dengue continua sendo a arbovirose de maior circulação na Paraíba, o que reforça a necessidade de mantermos a vigilância ativa em todos os municípios. É importante que a população procure atendimento de saúde ao apresentar os primeiros sintomas, para que o diagnóstico e a notificação sejam realizados oportunamente. Ao mesmo tempo, precisamos fortalecer as medidas de prevenção dentro das residências, eliminando possíveis criadouros do mosquito. O enfrentamento das arboviroses é um trabalho permanente, que depende tanto das ações dos serviços de saúde quanto da colaboração de cada cidadão”, ressaltou.

Outro dado destacado pelo levantamento é a circulação de diferentes sorotipos do vírus da dengue na Paraíba, com predominância do DENV-3. A identificação dos sorotipos integra o trabalho de vigilância laboratorial, realizado com apoio do Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen-PB), e contribui para o acompanhamento da circulação dos vírus e a definição das medidas de saúde pública.

O boletim também reúne as ações desenvolvidas pela SES em parceria com as Gerências Regionais de Saúde e os municípios. Entre as iniciativas estão capacitações para aplicação de inseticidas, apoio à implantação de ovitrampas, utilizadas no monitoramento do mosquito, reuniões técnicas para qualificação das notificações e atividades de vigilância e controle vetorial. As estratégias buscam fortalecer a identificação de áreas prioritárias e a resposta dos serviços de saúde diante da ocorrência de casos.

A SES reforça a importância da participação da população na eliminação de criadouros do Aedes aegypti, evitando o acúmulo de água parada e mantendo reservatórios vedados. A Secretaria também orienta a busca por atendimento de saúde diante de sintomas como febre, dor de cabeça e dores no corpo, especialmente em casos de sinais de alerta, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos.

Os dados apresentados são provenientes dos sistemas oficiais de vigilância epidemiológica e estão sujeitos a atualizações, conforme o andamento das notificações e investigações.

Secom-PB

Compartile:

Tags:

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

[the_ad_group id="46"]
Patos Metropole
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.