Patos - PB 7 de fevereiro de 2026

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Descoberta na Paraíba: cientistas da UFPB identificam nova espécie de cupim nativa da Caatinga

Pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) descobriram uma nova espécie de cupim, denominada Triclavitermes catoleensis. A espécie foi identificada a partir de espécimes coletados em expedições realizadas nos estados da ParaíbaPernambucoPiauíCeará e Bahia, tendo o município de Catolé do Rocha como localidade-tipo  o que explica o nome escolhido pelos cientistas para o novo inseto.

O achado, resultado de mais de três décadas de pesquisas, preenche uma lacuna importante no conhecimento sobre a fauna do semiárido nordestino e reforça a relevância dos fragmentos de mata da Caatinga para a ciência e a conservação ambiental. Parte das coletas foi realizada no Monte Tabor, em Catolé do Rocha, uma das áreas que abrigam espécies raras e essenciais para o equilíbrio ecológico da região.

Diferente dos cupins urbanos, o Triclavitermes catoleensis é uma espécie silvestre e nativa da Caatinga, sem potencial de se tornar uma praga. Pelo contrário, ele desempenha um papel ecológico crucial no bioma, alimentando-se de detritos vegetais em decomposição e contribuindo diretamente para a fertilidade do solo. Esse processo é essencial para o crescimento das plantas e para a manutenção da saúde dos ecossistemas locais.

“A descrição de uma nova espécie é importante justamente ao preencher lacunas no nosso conhecimento sobre a diversidade e distribuição da fauna de cupins no Brasil, especialmente no semiárido nordestino”, explicou o professor Alexandre Vasconcellos, do Departamento de Sistemática e Ecologia da UFPB e membro do Laboratório de Termitologia, responsável pela descoberta. “Com pesquisas como a nossa, é possível ampliar o número de espécies conhecidas e mapeadas no país, que possui uma das maiores biodiversidades do mundo, mas ainda é insuficientemente estudada”, completou.

Segundo o pesquisador, o mapeamento da diversidade de organismos como os cupins é fundamental para orientar políticas de conservação mais eficazes, protegendo ecossistemas que garantem a purificação do ar e da água e sustentam os serviços ambientais que mantêm a vida no planeta.

A coleta dos exemplares que originaram a descrição da nova espécie foi feita com uma metodologia minuciosa, que envolveu inspeção manual de solos, troncos caídos e cupinzeiros ao longo de mais de 30 anos. O material foi preservado em álcool etílico e encontra-se na Coleção de Térmitas da UFPB, servindo de referência para futuras análises e descobertas científicas.

Para Alexandre Vasconcellos, a descoberta reforça a importância de se investir em pesquisa de base e em áreas como a taxonomia, essencial para o conhecimento e valorização da biodiversidade. “Descrever uma nova espécie, como o Triclavitermes catoleensis, não é apenas um registro científico. É um passo importante para compreender e conservar a riqueza natural que o Brasil possui”, destacou.

O estudo contou com o financiamento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq) e a participação dos pesquisadores Renan Rodrigues FerreiraAntonio CarvalhoEmanuelly Félix de Lucena e Rozzanna Esther Cavalcanti Reis de Figueiredo, além do professor Alexandre Vasconcellos.

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