Patos - PB 10 de fevereiro de 2026

Publicidade

Hugo Motta defende “tempo de qualidade” para o trabalhador e dá largada ao debate sobre o fim da escala 6×1 com envio da proposta à CCJ

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, deu mais um passo para colocar no centro do debate nacional a proposta que prevê mudanças na jornada de trabalho no Brasil. A iniciativa ganhou novo impulso após o parlamentar encaminhar à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) a proposta de emenda à Constituição que trata do fim da escala 6×1, tema que também deve pautar reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o próprio Motta na próxima quinta-feira (12).

A movimentação reforça o protagonismo do chefe do Legislativo na condução de pautas de forte apelo social. O encaminhamento ocorreu no mesmo dia em que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, confirmou que o governo federal trabalha para acelerar a tramitação do tema, com a possibilidade de envio de um projeto de lei com pedido de urgência constitucional. Segundo Boulos, a estratégia permitiria que a matéria fosse votada ainda nos próximos meses.

Apesar da articulação do Planalto, o gesto político mais simbólico partiu de Hugo Motta ao oficializar o início da discussão na Câmara. Em pronunciamento, o parlamentar fez um paralelo histórico entre a criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), durante o governo Getúlio Vargas, e o atual debate sobre o futuro das relações trabalhistas.

“Há quase um século, o presidente Getúlio Vargas criou a Carteira de Trabalho. A nossa CLT foi um marco. Pela primeira vez, o Brasil percebeu que o trabalho precisava de regras, dignidade e proteção. Muitos disseram que o país quebraria, mas o que nasceu foi uma era de prosperidade e um país mais justo”, declarou.

Motta afirmou que o avanço das novas tecnologias, da inteligência artificial e das plataformas digitais exige uma atualização das regras trabalhistas. Segundo ele, a proposta não deve ser vista como incentivo a trabalhar menos, mas como uma forma de garantir mais qualidade de vida.

“Essa proposta não trata de trabalhar menos, mas sim de viver melhor. É garantir ao trabalhador um tempo de qualidade. Tempo para sua família, tempo para cuidar da sua saúde, tempo para viver”, disse.

A PEC enviada à CCJ tem como base o texto apresentado pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), ao qual será apensada a proposta do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que também trata da redução da jornada. Caso a admissibilidade seja aprovada, a próxima etapa será a criação de uma comissão especial para aprofundar o debate antes da votação em plenário.

A proposta do fim da escala 6×1 passou a ocupar o centro das negociações entre governo e Congresso nas últimas semanas, consolidando-se como uma das discussões mais relevantes da agenda trabalhista atual.

Do lado do Executivo, a intenção é votar ainda neste semestre mudanças que estabeleçam, no máximo, a escala 5×2, com jornada de 40 horas semanais e sem redução salarial.

Ao abrir oficialmente o debate já no início do ano parlamentar, o presidente da Câmara sinaliza que pretende conduzir a discussão com diálogo amplo, buscando equilibrar interesses econômicos e demandas sociais em uma proposta que promete marcar o debate legislativo nos próximos meses.

Compartile:

Tags:

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

[the_ad_group id="46"]
Patos Metropole
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.