O médico psiquiatra Eulâmpio Dantas, do Centro Brasileiro de Pesquisa da Cannabis Medicinal (CEBRAPCAM), usou a tribuna da Câmara Municipal de Patos, na noite desta terça-feira (24), para defender o reconhecimento da associação da cannabis para fins medicinais em Patos, no Sertão da Paraíba.
Segundo ele, que prescreve cannabis medicinal há cerca de nove anos, a associação tem como objetivo servir de alternativa ao tratamento medicamentoso adquirido em farmácias comerciais, cujos preços oscilam entre R$ 600,00 e R$ 1.800,00 a cada ciclo de 20 dias, para pacientes com epilepsia, fibromialgia, autismo ou deficiência intelectual.
“O tratamento na farmácia já existe há mais de 13 anos. Quem tem dinheiro faz. Os preços oscilam de R$ 600,00 a R$ 1.800,00, independentemente de o produto ser importado ou adquirido em farmácia. O tratamento dura, em média, 20 dias. Isso, além de comprometer a renda desses pacientes, faz com que onere muito as prefeituras com um tratamento caro. E aí vem a grande questão: será que nós, brasileiros, não temos condições de produzir esse tratamento na nossa região?”, indagou.
Dr. Eulâmpio acrescentou que a entidade firmou parceria com mais de 50 médicos neurologistas, reumatologistas e de outras especialidades em todo o Brasil, para acolher os pacientes por meio do sistema de telemedicina, com consultas a preços acessíveis, podendo, em alguns casos, a associação arcar com o custo da consulta para que o paciente seja assistido.
“A meta é que todo aquele que procure a associação possa ter acesso ao tratamento e ao devido cuidado”, finalizou
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