O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, voltou à sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), nesta segunda-feira (31), não apenas para discutir uma reivindicação, mas para celebrar o resultado de uma articulação que mobilizou produtores, entidades representativas, Congresso e Governo Federal: a subvenção de R$ 12 por tonelada de cana para produtores nordestinos.
Ao lado do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, do presidente da Conab, Sílvio Porto, do presidente da Asplan, José Inácio de Morais, além de parlamentares, empresários e centenas de produtores, Hugo foi um dos protagonistas da solenidade. Em entrevista ao Blog Chico Soares, destacou que a ajuda chega justamente quando o setor enfrenta dificuldades com custos de produção, fertilizantes e impactos do cenário tarifário internacional.
“Essa subvenção para os produtores de cana do Nordeste vem, sem dúvida alguma, para socorrer o setor neste momento e garantir a manutenção dessa produção”, afirmou.
Hugo ressaltou ainda que a cana ultrapassa os limites da atividade agrícola. É uma cadeia responsável por emprego, renda e produção de etanol, combustível renovável que ganha ainda mais importância diante da agenda de sustentabilidade.
O peso da articulação
Em sua fala, o presidente da Câmara assumiu a defesa da medida como uma das articulações que encampou em Brasília e agradeceu a sensibilidade do presidente Lula e do Governo Federal para atender ao pleito.
“Eu me orgulho muito de, neste momento, estar como presidente da Câmara dos Deputados, ser nordestino, ser paraibano e poder ter sido a pessoa que encampou essa luta e conseguiu essa vitória para o Nordeste”, declarou.
A participação de Hugo na construção da subvenção foi reconhecida pelos produtores presentes. O paraibano recebeu aplausos durante o encontro e teve sua atuação destacada pelo presidente da Asplan, José Inácio de Morais, numa demonstração de que a agenda conseguiu aproximar a representação política das demandas concretas do campo.
Para Hugo, a conquista também deixa uma mensagem para os próximos desafios: setor produtivo organizado, entidades mobilizadas e representação política articulada conseguem transformar reivindicações em resultados.
Na Asplan, portanto, o encontro teve sabor diferente. Desta vez, Hugo Motta não chegou apenas para ouvir o pleito dos canavieiros. Chegou para comemorar com eles uma conquista que ajudou a construir.
Por: Napoleão Soares


