O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), em discurso durante a promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala de trabalho 6×1, nesta sexta-feira (16), celebrou a nova emenda à Constituição, parabenizou os parlamentares pela celeridade na votação da PEC, além de destacar seu impacto social na vida dos trabalhadores e do mercado de trabalho.
“Essas mudanças reconhecem que desenvolvimento só faz sentido quando melhora a vida das pessoas. O Brasil que queremos ser, que valoriza o trabalho sem esquecer o trabalhador”, disse como acompanhou o ClickPB, em transmissão ao vivo pela TV Senado.
Durante sua fala, o parlamentar reeleito também parabenizou os deputados e senadores que validaram a proposta “que tiveram a coragem de avançar com essa pauta fundamental para a melhoria da qualidade de vida do povo trabalhador brasileiro”, explicou ao reforçar o caráter histórico com a reformulação aguardada há décadas “o Congresso decidiu enfrentar um debate que não era revisitado de forma estrutural desde a Constituição de 1988”, destacou.
Além da mudança na jornada laboral, a sessão solene também formalizou a promulgação da PEC 14/2021, que estabelece o direito à aposentadoria especial para os agentes comunitários de saúde de todo o país. A cerimônia contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Hoje o Congresso escreve na Constituição dois importantes compromissos com os trabalhadores. São conquistas unidas pelo mesmo princípio: o trabalho merece dignidade e quem trabalha merece qualidade de vida”, destacou.
O presidente da Câmara destacou ainda o impacto social na rotina dos trabalhadores e das famílias brasileiras. “O fim da escala 6×1 alcança milhões de brasileiros, homens e mulheres que acordam antes do amanhecer, atravessam cidades inteiras e dedicam grande parte de seus dias ao trabalho. Pessoas que muitas vezes têm apenas um dia da semana para conciliar descanso, família, saúde, estudo e tudo mais que a vida exige”, declarou.
Para ilustrar o desafio de elaborar o texto, Motta lembrou das cinco regiões do país que foram consultados através de pesquisas com mais de 3 mil pessoas “debatemos com trabalhadores, especialistas, sociedade civil e setor produtivo durante o processo de elaboração do texto. As preocupações desse importante segmento com eventuais impactos não foram negligenciadas”, reforçou.


